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Uma vida de Fé

Jesus foi um homem de fé, o seu modo de viver era a sua fé. Ele dizia: “Eu vim para fazer a vontade do meu Pai”, Ele se via como sal e luz do mundo, a fé era a sua fonte de vida. Ele mostrou que ter fé é viver a esperança de um mundo melhor, traduzindo essa fé em obras, sendo perseverante em todos os momentos, dando a contribuição para que o mundo seja mais iluminado. Não importa se a escuridão é grande, mas eu devo tomar a decisão de ser luz. Isso me lembra a história do beija-flor que queria ajudar a apagar o incêndio na floresta: 


“Certo dia, houve um grande incêndio na floresta e todas as áreas foram cercadas por um fogo denso. Os animais, atônitos, não sabiam o que fazer e nem para onde correr. De repente, todos pararam e viram que o beija-flor ia até a margem do rio, mergulhava, pegava em seu bico algumas gotas de água, voava até o fogo e deixava a gotinha cair sobre as labaredas. O elefante, vendo aquilo, disse-lhe: “Você está louco? Acredita que esta simples gota pode apagar um…
Postagens recentes

Mantenha a fé

O meio em que vivemos traz consigo discussão e discórdia, mas, apesar de tudo, o justo viverá por sua fidelidade. 
Paulo, em algumas de suas cartas, pede para mantermos a fidelidade. Em qualquer coisa que formos construir, só com a perseverança e a fidelidade chegaremos ao final. A fé e a esperança são sempre o melhor caminho, não se pode deixar perder ou morrer a fé e a esperança em Deus primeiramente e, depois, no próprio ser humano. É verdade que há pessoas que se deixam corromper pelo mal, mas é também verdade que muitos lutam por um mundo melhor, dedicam-se para o bem, realizam o bem. Deus tudo conduz, apesar da desobediência humana, Deus está nos acompanhando, está nos conduzindo quando atravessamos as tormentas. Ele, com a sua misericórdia, não nos abandona. 


Não diferente de nós, os discípulos que caminhavam com Jesus sentem que, em alguns momentos, a fé pode falhar; são tentados, sentem fraqueza. Os discípulos, vendo essa dificuldade, pedem a Jesus que lhes aumente a fé, que nã…

Sensibilidade ecológica

Já reparou na nossa capacidade de reconhecer o valor das outras criaturas, que nos dá a capacidade de colocar limites em nossos interesses para evitar sofrimentos aos outros? Para o Papa Francisco, “a atitude basilar de se autotranscender, é a raiz que possibilita todo cuidado dos outros e do meio ambiente” (LS 208). Podemos superar o individualismo e desenvolver um estilo de vida alternativo, que torna possível uma mudança na sociedade (cf. LS 208).
Convido você a deixar crescer em seu coração a sensibilidade ecológica. Manifestar essa sensibilidade que está em você e lutar pelo meio ambiente, mesmo em meio ao contexto de altíssimo consumo e bem estar que vivemos hoje em dia desafiando o nosso propósito de opção radical por novos hábitos. Assim, o Papa acredita que estamos diante de um desafio educativo (cf. LS 209).

Podemos com a educação ambiental criar uma consciência crítica ao “mito” da modernidade de um progresso ilimitado, sustentado pelo mercado e pelo consumismo. O que podemos…

O cuidado é um modo de ser

Hoje a Terra está ameaçada, como também a vida como um todo, devido às formas predatórias do tipo dominante de desenvolvimento que criou o aquecimento global. Será que há solução? Sim, há solução.  Nós podemos regenerar a terra, com padrões de produção que protejam as capacidades regenerativas da Terra; erradicar a pobreza; dar acesso universal à educação, ao cuidado da saúde; assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, dando especial atenção ao povo indígena e às minorias; promover uma cultura de tolerância, de não violência e de paz. Com essas medidas, nosso tempo será lembrado pelo despertar da celebração da vida. Na Terra não haverá mais lugar para o empobrecimento, para a guerra.
O primeiro passo é voltar à experiência base do ser humano que é o sentimento, o afeto, o cuidado que nos diz que a existência  jamais é pura existência e sim uma coexistência, “sentida e afetada pela ocupação e pela preocupação, pelo cuidado e pela responsabilidade no mundo co…

Por uma ética planetária

Os seres humanos já viveram sentindo-se movidos por forças que agiam no cosmo conectadas a eles, um espírito que perpassa todas as coisas, dando a percepção de pertença a um todo maior. Tudo, então, na natureza, levava o ser humano a ter uma experiência com o divino, tudo lhe revelava Deus. “Essa era marcou nosso inconsciente coletivo até os dias atuais”. Porém, o ser humano descobriu a força física da matéria e da natureza e desligou-a do ser divino, do espírito que perpassa todas as coisas. A natureza deixou de ser reverenciada como manifestação do divino e passou a ser um objeto para seu uso. A concentração nessa experiência trouxe o secularismo, ou seja, Deus não faz mais parte do mundo, nada mais é sagrado e pode ser explorado e dominado como um objeto sem dignidade. Tal cultura gerou uma ilimitada exploração dos recursos naturais em função da acumulação privada,sem solidariedade social. “Dada a voracidade produtivista e consumista, ultrapassamos os limites de suporte da Terra”.
E…

Compromisso ecológico - parte 3

“Que generoso sois, Senhor, com todos os que vos procuram. Saís a nosso encontro nas maravilhas com que adornastes toda a criação. Com que prazer vos deixais  buscar em vossos vestígios que são as criaturas”  (St. Afonso - O trato familiar com Deus)



Se faz cada vez mais necessário retomar uma relação de contemplação com a natureza, como nos ensina os salmos, de uma admiração profunda pelas obras do criador, que são capazes de revelar o amor e a bondade dEle. Sem essa relação de contemplação e de admiração, agiremos como dominadores, consumistas e mero exploradores dos recursos naturais. Contemplar o mundo como revelação de Deus, tendo a nós mesmos como parte intimamente ligada a essa revelação, vai nos ajudar a renunciar a tendência de fazer da realidade um mero objeto de uso e domínio (cf. LS 11). O ser humano não é um ser que está sobre a terra, como se ele fosse inquilino, um passageiro vindo de outros lugares e que vai embora. Ele é feito de húmus, donde vem a palavra homem, ele é Adam (que…

Compromisso ecológico - Parte 2

“Que generoso sois, Senhor, com todos os que vos procuram. Saís a nosso encontro nas maravilhas com que adornastes toda a criação. Com que prazer vos deixais  buscar em vossos vestígios que são as criaturas”  (St. Afonso - O trato familiar com Deus)


A humanidade sempre entendeu a Terra como algo vivo. Mas nos últimos séculos, dentro da cultura do capital, foi vista como um reservatório de recursos a serem explorados, não lhe reconhece nenhuma sacralidade, induzindo, ainda, o ser humano a ver a Terra como um objeto, fazendo, com isso, que ela deixe de ser amada. A questão toda não é só econômica, é mais profunda, é moral e espiritual. Precisamos estabelecer uma outra relação com a natureza, “sentindo-nos parte dela e vivendo a inteligência do coração, que nos faz amar e respeitar a vida em cada ser”. “Se quisermos conviver humanamente, precisamos de outro estilo de habitar o planeta Terra, que tenha como centro a vida, a humanidade e a Mãe Terra”. A ética deve visar ao outro, mas não a qualquer …