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Café Vocacional com Sandra Hansen

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Neste programa, padre Fagner entrevista a Sandra Hansen, que nos fala sobre a sua experiência vocacional na coordenação do Ambulátório da Glória. Esse ano o Ambulatório completa 65 anos de trabalho, oferecendo assistência social, médica, odontológica, psicológica e espiritual aos mais necessitados. Veja o testemunho da Sandra

Sede perfeitos como vosso pai celeste é perfeito

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Seguir a Jesus não é um projeto individual, isolando-se dos demais. É, na verdade, uma peregrinação feita na companhia e com o apoio de outros. Ser discípulo de Jesus é ser solidário para com os irmãos e as irmãs com quem crescemos na experiência da fé, da esperança e do amor, pela ação do Espírito Santo presente na igreja como comunidade. A conversão de uma pessoa a Deus não é real se ela fica centrada em si mesma e não se abre ao próximo, para Jesus, o auge do ser humano é ser como Deus e agir a partir do amor gratuito e incondicional a todos. O amor é incondicional porque a relação de Deus conosco não se baseia na justiça, mas no amor gratuito. O Pai faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos (cf. Mt 5, 45), e nós como filhos deste Pai que é amor, devemos agir como Ele: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Este é o convite feito ao cristão para conviver com seus irmãos, não segundo a justiça, mas segundo o amor. Está aí, p…

Café Vocacional - Entrevista com o Ir. Pedro, C.Ss.R.

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Neste programa, Pe. Fagner entrevista o Irmão Pedro Magalhães, missionário redentorista. Atualmente o irmão trabalha em Juiz de Fora como formador da Comunidade Vocacional Santo Afonso, onde moram os jovens aspirantes a vida consagrada da Congregação Redentorista. Ele também é membro da comunidade dos missionários que trabalham na paróquia da Glória. Acompanhe o seu testemunho vocacional

O coração que arde com a Palavra

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Dois presos estavam separados por uma parede, tristes por se sentirem sós. Até que, de repente, um ouviu uma batida que vinha do outro lado e respondeu batendo na parede também; então ambos descobriram que poderiam se comunicar através da parede e se sentiram menos sós e um pouco mais aliviados. A parede que os separava era também aquilo que permitia que se comunicassem. Tudo depende do sentido que se dá. Um sofrimento pode ser para nós um muro que nos separa de Deus ou pode nos conectar ainda mais a Ele, caso utilizemos o sofrimento como um meio de encontro com o Senhor. É preciso bater nesse muro e ficar atento às batidas do outro lado e interpretar a linguagem de signos desse tipo de comunicação. Uma comunicação que só é acessível pela fé.   Como vemos na história, uns se entregam de forma radical, outros encontram dificuldade em se lançar. A relação entre Deus e o homem acontece de forma misteriosa. Deus se dirige, silenciosamente, ao coração de cada ser humano e quando este se vol…

Tocar as feridas

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É curioso o fato de que Tomé somente se livrou de suas dúvidas quando teve o contato com as feridas de Cristo. Talvez a nossa fé só alcance a maturidade quando subir o íngreme "caminho da cruz", quando passar pela porta estreita das feridas de Cristo. Só poderemos acreditar em Cristo - poder clamar "meu Senhor e meu Deus", como Tomé,quando tocarmos as feridas de Jesus, das quais existem tantas no nosso mundo, pois Jesus se identifica com todos os pequenos e doentes. Todas as feridas dolorosas, todo o sofrimento do mundo e da humanidade são "as feridas de Cristo". Nenhum de nós pode se considerar capaz de curar todas as feridas do mundo, nem mesmo o próprio Jesus fez isso durante seu ministério na Terra. Mesmo assim não podemos fugir e voltar as costas para elas: precisamos, no mínimo, vê-las, tocá-las e permitir que ela nos comova. Se eu permanecer indiferente, insensível, ileso diante das feridas de Cristo, como poderia confessar: “meu Senhor e meu Deus”…

Em comunidade, perseverantes na missão

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A dimensão missionária é a essência de toda vocação, ela é a concretização na história do chamado divino. Mas o que é missão? Na maioria das vezes é presença silenciosa, não é fazer barulho simplesmente. É no silêncio que se faz solidariedade serviço, diálogo, palavra franca, exemplo de vida e até martírio. Nossos vocacionados e vocacionadas precisam saber disso, pois são tentados constantemente a confundir missão com o exibicionismo. A missão, quando verdadeira, é presença discreta junto ao povo, acompanhando pacientemente o ritmo da comunidade, participando plenamente de suas ânsias e contribuindo para a superação dos seus problemas. Entendo que missão não é apenas um momento de anúncio explícito da Palavra de Deus, mas é um vínculo com o chamado do Senhor para toda vida, os nossos trabalhos missionários não podem ser avaliados com o critério de número de pessoas atendidas ou pelo tamanho e pelo sucesso dos templos que construímos, pois esses critérios são influências dos valores da …

Onde está a nossa alegria?

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O que verdadeiramente alegra o seu coração? São João Batista tinha claro para si que a sua alegria era ver o crescimento do Cristo. Quando ele soube que as pessoas que seguiam Jesus estavam aumentando a cada dia, ele exclamou: “Esta é a minha alegria, e ela ficou completa. É necessário que ele cresça, e eu diminua” (Jo 3, 29-30). Todos temos algo que nos faz sentir realizados, que nos faz ter ânimo de viver. Mas uma coisa é certa, temos que aprender com João Batista, que não coloca a alegria dele em si mesmo. Acredito que aí está o segredo da alegria, saber depositar a própria alegria em algo que está além de si mesmo. Acredito muito que uma pessoa se realiza mais, quando a sua vida não está centrada em si, quando não fica presa à sua própria vida e é capaz de doá-la para um projeto maior. Assim como fez João Batista, que depositou sua alegria no crescimento do Cristo que é a realização da promessa, e assim como fez Jesus que doou a sua vida para o projeto do Pai.   Jesus veio pregar a…

Vocação ao amor

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A vocação que recebemos de Deus nunca é isolada, ela sempre se dá num contexto de comunidade. Nunca é para si próprio, ela sempre é um dom para ser oferecido à comunidade. O chamado que Deus nos faz é de sermos o seu povo, por isso toda vocação é um compromisso, um engajamento, uma participação. Toda tendência ao individualismo e ao fechamento é a negação da essência da vocação humana e cristã. O ser humano, de fato, foi criado para a sociabilidade, para a comunhão. O cristianismo desde o início se realiza na busca pela fraternidade. Por isso a vocação cristã é um convite a amar, a servir e a relacionar-se com o próximo na fraternidade. Vocação é comunicação, é tomar parte ativa na construção do Reino. Não é isolamento, busca de satisfações, de realização pessoal, ou de projetos pessoais, mas é o dar a vida pela defesa da vida, como o bom pastor que dá a vida por suas ovelhas (cf. Jo 10,11). A inspiração para a vida fraterna parte da essência de Deus que é trino - Pai, Filho e Espírito…

Recomece

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Quando a vida bater forte e a sua alma sangrar Quando esse mundo pesado lhe ferir, lhe esmagar É hora do recomeço, recomece a lutar

Quando o mal for evidente e o amor se ocultar Quando o peito for vazio e o abraço faltar É hora do recomeço, recomece a amar

Quando tudo for escuro e nada iluminar Quando tudo for incerto e você só duvidar É hora do recomeço, recomece a acreditar

Quando você cair e ninguém lhe amparar Quando a força do que é ruim conseguir lhe derrubar É hora do recomeço, recomece a levantar

É preciso um final pra poder recomeçar Como é preciso cair pra poder se levantar Nem sempre engatar a ré significa voltar

Remarque aquele encontro, reconquiste um amor Reúna quem lhe quer bem, reconforte um sofredor Reanime quem tá triste e reaprenda na dor

Recomece! Se refaça! Relembre o que foi bom Reconstrua cada sonho, redescubra algum dom Reaprenda quando errar, rebole quando dançar

E se um dia lá na frente, a vida der uma ré Recupere a sua fé e recomece novamente (Bráulio Bessa / Thathi)

Igreja - Testemunha do Ressuscitado

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Deus não se encontra lá em cima, nos céus, distante de nós. Ele se encontra peregrinando com o povo sofrido. Isso nos mostra a Bíblia, na vivência da libertação, conforme testemunha a mais antiga tradição israelita: Deus é experimentado como salvador e libertador da situação de escravidão no Egito. E na Teologia do Novo Testamento, onde Deus também é apresentado como salvador.O Evangelho de João, por exemplo, nos apresenta o Cristo que se encarna e assume a história humana como verdadeiro protagonista. Em Cristo, Deus caminha com os pobres e com os doentes, alimentando a todos, curando e libertando. Portanto, tanto no Antigo como no Novo Testamento,o lugar para se encontrar com Deus não é “lá nas alturas”, fora do mundo, mas sim na história humana, ou melhor, nas dores e nos sofrimentos de todos aqueles que vivem na periferia do mundo. Diante da manifestação salvadora de Deus, a resposta humana ou a vocação fundamental do ser humano, antes de qualquer coisa, é o chamado a acolher o dom …