Sede perfeitos como vosso pai celeste é perfeito

Seguir a Jesus não é um projeto individual, isolando-se dos demais. É, na verdade, uma peregrinação feita na companhia e com o apoio de outros. Ser discípulo de Jesus é ser solidário para com os irmãos e as irmãs com quem crescemos na experiência da fé, da esperança e do amor, pela ação do Espírito Santo presente na igreja como comunidade. A conversão de uma pessoa a Deus não é real se ela fica centrada em si mesma e não se abre ao próximo, para Jesus, o auge do ser humano é ser como Deus e agir a partir do amor gratuito e incondicional a todos.
O amor é incondicional porque a relação de Deus conosco não se baseia na justiça, mas no amor gratuito. O Pai faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos (cf. Mt 5, 45), e nós como filhos deste Pai que é amor, devemos agir como Ele: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Este é o convite feito ao cristão para conviver com seus irmãos, não segundo a justiça, mas segundo o amor. Está aí, portanto, o grande desafio para o cristão e para a cristã.
Neste mundo marcado pela injustiça, quem é justo já tem um grande mérito, já pode ser considerado “grande”. Porém, Deus deseja que avancemos mais, nós podemos ser como Deus e viver segundo o amor. Para isso, é preciso amar não só os amigos, mas a todos, mesmo aqueles que nos fazem mal. “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus” ( Mt 5,44-45).
Tornar-se filho do Pai que está nos céus é ser como Jesus, aquele que viveu e que deu a vida não só aos seus amigos, não só aos que o aceitaram, mas a todos. Inclusive, no alto da cruz, Ele pediu o perdão a Deus para aqueles que estavam matando-o: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Muitos devem estar se perguntando: Como amar alguém que me magoou profundamente e que deixou meu coração ferido? Esta é uma pergunta muito pertinente, pois quase todos vivem de alguma forma essa experiência. Porém, o que Jesus nos pede está no nível da nossa ação, está além dos sentimentos. Seu desejo é de que a nossa conduta, ou a nossa prática seja a mesma prática de Deus: a caridade, o amor. O que Ele deseja é que nossa relação com alguém que nos fere não seja baseada na razão fria, mas na caridade e no serviço. Por mais que achemos que seja justo, não devemos revidar um mal. Nós devemos agir segundo o desejo de ser como Deus. Deus é a plenitude do amor e viver nesse amor é a plenitude do ser humano, ou seja, o ponto auge a que queremos chegar: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

Pe. Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R.
Missionário Redentorista

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