Maria - uma mulher forte


Há mais de dois mil anos, Maria é o nome feminino mais pronunciado em todo mundo ocidental, sobretudo pela Ave-Maria repetida milhares de vezes por dia e porque Maria é o nome dado com maior frequência às meninas, em honra à nossa “mãe do céu”.
Maria é a mãe do Senhor do Universo, reconhecida  como a representante do povo eleito, portadora das promessas a serem cumpridas na plenitude dos tempos (LG 55) e representante da Igreja. “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo!” “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto de Deus!”  “Eis que conceberás, e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus!”
Como diz o Papa Paulo VI, Maria,  mesmo absolutamente entregue à vontade do Senhor, está longe de ser uma mulher passivamente submissa ou de viver uma religiosidade alienante, foi, sim, uma mulher que não duvidou em anunciar que Deus é o justiceiro dos humildes e dos oprimidos e derruba dos seus tronos os poderosos do mundo. Ela é uma mulher forte, que conheceu de perto a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio (cf. Mt 2,13-23), situações, estas, que geram nela toda força de libertação e por isso, a sua ação, deu força para a fé da comunidade apostólica.
O Papa João Paulo II, diz que a Igreja, que desde o início modela a sua caminhada pela caminhada da Mãe de Deus, repete constantemente, em continuidade com ela, as palavras do Magnificat, expressando a verdade do Deus da Aliança, de Deus que é Todo-poderoso e faz “grandes coisas” no ser humano: “santo é o seu nome”.
A caminhada da Igreja, portanto, nos dias de hoje, renova a própria missão seguindo aquele que disse de si: “enviou-me para anunciar aos pobres a boa nova” (cf. Lc 4, 18). A Igreja, portanto, tem procurado, de geração em geração, cumprir essa mesma missão.
O amor de Deus, preferencial pelos pobres, acha-se admiravelmente inscrito no Magnificat de Maria. O Deus da Aliança, cantado pela Virgem de Nazaré é, ao mesmo tempo, aquele que “derruba os poderosos dos tronos e exalta os humildes... que enche de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias ... que dispersa os soberbos... e que conserva a sua misericórdia para com aqueles que o temem”.
Maria, profundamente impregnada do espírito, proclama a vinda do mistério da salvação, a vinda do “Messias dos pobres” (cf. Is 11, 4; 61, 1). Da profundidade da fé de Maria, expressa nas palavras do Magnificat, a Igreja renova em si, a certeza de que não se pode separar a verdade a respeito de Deus que salva, de Deus que é fonte de toda a dádiva, da manifestação do seu amor preferencial pelos pobres e pelos humildes, amor que, depois de cantado no Magnificat, se encontra expresso nas palavras e nas obras de Jesus.
Pe. Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R.


Texto baseado nos documentos: “Marialis cultus” de Paulo VI, “Libertatis conscientia” da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé e “Redemptoris mater” de João Paulo II.

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