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Mostrando postagens de Julho, 2018

A comunidade que anuncia curando

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As primeiras comunidades sabiam que deveriam agir no mundo curando e, como comunidade unida em nome de Jesus, podemos sim ser essa presença que cura e que alivia o sofrimento. Não é sozinho como um milagreiro, mas como comunidade que gera a vida. Jesus nos ensina como comunidade, e quando nos reunimos em seu nome, Ele está no meio de nós realizando as curas. A ninguém passa despercebido que estamos vivendo uma grave crise de autoridade. A confiança na palavra institucional está em níveis mínimos. Precisamos de uma maneira nova de ensinar. Não é falando de maneira autoritária que vamos anunciar a boa notícia de Deus. Não é suficiente transmitir corretamente a tradição para abrir os corações à alegria da fé. Não somos escribas, mas discípulos de Jesus, e precisamos, como Ele, ensinar curando, pois quando Jesus curava, as pessoas exclamavam: “essa maneira de ensinar com autoridade é nova”. A comunidade deve promover a saúde integral das pessoas, deve ir ao encontro de todos os que se sent…

O Ensinamento de Jesus

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A partir de Jesus, temos uma revelação sobre quem é Deus, pois Jesus é o revelador de Deus. A questão maior em torno de Jesus é saber isto: que Ele veio para nos dizer e revelar algo sobre Deus que não sabíamos e que não podemos saber por nós mesmos. E o Deus revelado por Jesus, não tem nada a ver com um Deus violento e cruel. E, se queremos realmente aprender com o Senhor, é preciso desconsiderar o que já sabemos sobre Deus, pois o que sabemos e o que falamos, na verdade, não é Deus, são ideias que fazemos dEle. Só Jesus viu o Pai, e quem vê Jesus, vê o Pai. Ele veio para nos ensinar e fez isso por meio de sua vida, das suas palavras e dos seus atos. Uma revelação importantíssima que Jesus oferece, para conhecermos a Deus, é o fato que Ele nunca excluiu ninguém de sua amizade, nem da esperança, nem do sentido da vida e da salvação anunciada e prometida por Ele. Jamais Jesus excluiu pagãos, nem romanos, nem samaritanos, tampouco excluiu os pecadores, com os quais comia e convivia semp…

O Impacto do Evangelho

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Os Evangelhos foram escritos por pessoas que acreditaram em Jesus. Os evangelistas não foram cronistas que nos relatam uma história. Antes de tudo, eles eram pessoas que acreditaram e que quiseram transmitir a sua fé por meio da escrita. Quando estamos com os Evangelhos nas mãos, não estamos simplesmente diante de dados que aumentam nosso conhecimento. Os Evangelhos são convicções que provocam o nosso viver. Portanto, o que interessa ao crente que lê não é primeiramente o dado histórico que neles se apresentam, mas a mensagem que deve marcar o seu próprio modo de viver no mundo. A relação com Jesus deve ir além de saber sobre Ele para não ficar somente na superfície. Quem se relaciona verdadeiramente com Jesus mergulha numa vida “religiosa” e recebe um impacto no seu modo de ser. Diferentemente da história, que é baseada nos conhecimentos que temos sobre o que ocorreu em tempos passados, a religião se fundamenta nas crenças, nas convicções que dão sentido à vida e que determinam o próp…

Livres para amar

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“Para ficarmos livres é que Cristo nos libertou. Sede pois firmes e não vos deixeis  impor de novo o jugo da escravidão” (Gl 5,16). “Por tanto andai segundo o Espírito” (Gl 5,16).
Esse é um trecho da carta de São Paulo aos Gálatas. Para Paulo, o apego à lei escraviza. A lei manifesta a condição de pecado e a fraqueza da carne, sem lhe dar remédio. O apego à lei é outra fonte de dominação e de injustiça, de pecado e de incapacidade. Não liberta o ser humano do seu egoísmo, ou de sua busca de segurança e sobrevivência. Além disso, o apego à lei gera falta de misericórdia. Apegar-se a uma lei é uma forma de se subordinar  aum sistema de segurança, sem perceber que esse sistema é uma nova forma de idolatria. Isso não quer dizer que não deva haver nenhuma regra, nenhuma forma de ordem na sociedade, nenhuma lei, organização ou estrutura. Pelo contrário, nada pode funcionar sem organização. Mas o que é necessário dentro de uma organização, é manter-se aberto e disponível para escolher o que h…

O ministério do Espírito

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O título de “profeta” convém perfeitamente a Jesus, pois ele se utiliza da palavra para tocar os corações. “Ele fez da minha boca uma espada afiada” diz o profeta Isaías (Is 49,2). A palavra dos profetas tinham dois objetivos: denunciar o mal e anunciar a nova aliança. No caso de Jesus, a missão profética tem novo objetivo. Ele não anuncia algo que ainda virá, mas algo que já começa com Ele. Ele é a boa notícia, a nova aliança, e Ele é a própria palavra de Deus que continua sendo anunciada pelos seus discípulos. Quem recebe as palavras de Jesus nasce de novo, é “o nascer de novo” que Jesus propõe a Nicodemos (cf. Jo 3,5-6). A vida nova consiste em viver as palavras. Na conversa de Jesus com a Samaritana, Jesus prometeu a ela uma água viva, essa água são as palavras que procedem dEle (cf. Jo 4,10). O Ato de receber o Espírito comunicado pelo anúncio da palavra é o culto verdadeiro que conduz à vida (cf. Jo 4,23s). Entendemos isso quando Jesus diz: “As palavras que eu vos tenho dito são…