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Mostrando postagens de Maio, 2018

Maria - a mãe da libertação

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Anunciar o Cristo não é anunciar uma ideia, mas uma pessoa viva e portadora de vida. Assim, Maria é considerada  a primeira apóstola. Ela não falou o Verbo, Ela o encarnou e o entregou ao mundo. São Bernardo ensina que “Evangelizar os outros é como trazer Jesus no ‘útero’ a fim de gerá-Lo”. O que fez a Mãe de Deus deve fazer o apóstolo: gerar Deus para a humanidade e, principalmente, gerá-Lo para os mais pobres. E para isso é preciso ter entranhas de misericórdia, saber consolar, inspirar autoestima, infundir coragem, garantir proteção. O teólogo Clodovis Boff se pergunta: “O que significa para o ser humano o fato de Maria aceitar a proposta de ser Mãe de Deus?” Das respostas encontradas, em primeiro lugar, está a revelação de que o ser humano é chamado a ser parceiro de Deus, a ser um aliado. Maria representa a humanidade colaborando ativa e responsavelmente no plano de salvação. E o interessante é que a mulher que foi escolhida para representar toda a humanidade nesse diálogo com De…

O Magnificat de Maria

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No Magnificat (Lc 1, 46-55), como diz o teólogo Clodovis Boff,  Maria mostra que Deus é revolucionário, ela proclama a regeneração de todo o universo. Ela declara que o Senhor derruba do trono os poderosos e eleva os humildes. Deus reabilita os humildes e humilhados, restituindo-lhes a dignidade, de acordo com as promessas bíblicas. Maria faz eco ao cântico de Ana: “ O Senhor ergue o fraco da poeira e retira o pobre de sua humilhação, para fazê-lo sentar-se com os príncipes e dar-lhe um lugar de glória. (1Sm 2,8). O Salmo 112 diz quase o mesmo: “Ele levanta do pó o indigente e tira o pobre do lixo, para fazê-lo sentar entre os príncipes, entre os grandes de seu povo” (v 7-8). A verdadeira e primária exaltação dos humildes é a sua elevação à filiação divina, sua transformação interior, sua divinização. O melhor que Deus faz em favor dos humildes não é pô-los nos tronos, no lugar dos poderosos, mas salvá-los. Porém, a salvação implica e pede uma exaltação social. É na exaltação social, …

O Rosário de Maria

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O meio mais popular, pelo qual a  mãe de Jesus dispõe para atuar na sociedade, é o santo Rosário. O Papa Paulo VI escreveu três documentos sobre o Rosário, em que ele coloca a oração do Rosário no contexto dos grandes problemas sociais do tempo que foram: a fome, a injustiça e, principalmente, a guerra. “Assim, toda vez que parecia descer a noite sobre o mundo, viu-se despontar no céu Maria, a estrela da manhã. Quando o suor de lutas caíam da fronte da Igreja, quando seus olhos se banhavam de lágrimas, quando sua carne, como a carne de Jesus, era atormentada e pregada na cruz, a Igreja teve sempre próxima de si Maria, a Mãe dolorosa” (Papa Pacelli). Maria é vista como a guerreira, aquela que, como um exército em ordem de batalha, avança sobre os inimigos. Mas é também aquela que avança como aurora, bela como a lua, esplêndida como o sol para os fiéis. Mas quem seria esses inimigos de Maria e da Igreja? O amor ao dinheiro, o egoísmo, a opressão, as injustiças que fazem sofrer seus filh…

Maria - uma mulher forte

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Há mais de dois mil anos, Maria é o nome feminino mais pronunciado em todo mundo ocidental, sobretudo pela Ave-Maria repetida milhares de vezes por dia e porque Maria é o nome dado com maior frequência às meninas, em honra à nossa “mãe do céu”. Maria é a mãe do Senhor do Universo, reconhecida  como a representante do povo eleito, portadora das promessas a serem cumpridas na plenitude dos tempos (LG 55) e representante da Igreja. “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo!” “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto de Deus!”  “Eis que conceberás, e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus!” Como diz o Papa Paulo VI, Maria,  mesmo absolutamente entregue à vontade do Senhor, está longe de ser uma mulher passivamente submissa ou de viver uma religiosidade alienante, foi, sim, uma mulher que não duvidou em anunciar que Deus é o justiceiro dos humildes e dos oprimidos e derruba dos seus tronos os poderosos do mundo. Ela é uma mulher forte, que conheceu de perto a p…

Liberdade e disponibilidade

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Jesus praticava curas de doentes aos sábados, algo que era proibido pela lei religiosa, pois, para Ele, o sábado foi feito para servir ao ser humano, e não o ser humano para servir ao sábado. Com isso, Jesus mostrou-se como um homem absolutamente livre, arriscando a própria vida ao colocar em prática o princípio de que o bem do ser humano está acima das leis e dos direitos das instituições. Jesus agia dessa maneira porque, para Ele, acima de tudo, estava o bem das pessoas que sofriam na vida. Isso nos ajuda a entender que Jesus concebe uma religião que deve potencializar o ser humano, e que toda instituição deve fazer o ser humano mais livre e mais feliz e não submeter, esmagar e reprimir a vida. Podemos afirmar, como Santo Irineu de Lião, que a glória de Deus é que o ser humano viva. A liberdade de Jesus tinha um objetivo: realizar a vontade de Deus. Sendo assim, José Maria Castillo escreve que, a razão principal dessa liberdade era a disponibilidade. Jesus quis, a todo o custo, esta…